Já está mais q
ue declarado que minha praia não é o cinema. Apesar de sempre gostar muito ‘das artes’ desde muito nova, as duas linguagens que nunca me aproximei foram o teatro e o cinema. O primeiro nem vou me dar o trabalho de falar sobre neste momento; o outro, se for parar para pensar na gênese deste na minha vida, acho que se deu com sessões incontáveis de Marry Poppins nas minhas tardes: resultado amor pela atriz protagonista [Julie Andrews], memorização de todas as músicas em inglês, além do ínicio de uma paixão por musicais. Paixão esta muito raza visto até hoje só tenho uma noção de musicais mais tradicionais como Noviça Rebelde ou Hello Dolly, nunca vistos na íntegra. Mas então logo veio outra febre, não minha, mas familiar, e, por coincidência, outro musical: Hair. Este deve ter sido exibido pelo menos umas vinte vezes no domingo na casa da vó, depois do macarrão com frango. Bem mais digno de ser orgulhar do que o primeiro, este, com sua trilha otima de morrer embalou e ainda embala minhas trilhas diárias e principalmente festas da família, com direito a encenações das coreografias e tudo mais. O mesmo aconteceu com Grease, com recepção familiar exatamente igual. Sendo assim não tinha mais como fugir dos musicais; no embalo recentemente seguiu Molin Rouge, Chicago e Mamma Mia, pelo que me lembro no momento. Mas filmes de outros gêneros - sempre fazendo referência aos domingos na vó - acho que o primeiro que me vem a cabeça como sendo o mais antigo que me recordo é A Lista de Shindler. Na verdade nunca poderia me dedicar a ser amante do cinema pois sofro de 'esquecimento remoto quase imediato': sou capaz de ver um filme e uma semana depois não me recordar sequer do enredo, fico na maioria das vezes com alguma lembrança vaga ou alguma cena marcante, mas quase nunca o conteúdo. Deve haver um ‘ativar’ na memória seletiva no quesito 'filmes'. Por exemplo d’A Lista de Shindler, a única coisa que me recordo é a cena da menininha de vestido vermelho andando no meio da rua. Se não for um filme que eu assista repetidamente, logo é apagado da memória. O bom é que fica ‘como se fosse a primeira vez’.
Mas para que esse post não me desenhe como tão boba das películas, aconteceu, após uns anos,
o programa cult-pimba que todo jovem de Brasília deve começar a fazer: frequentar o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Neste ví a estréia de Dois Perdidos Numa Noite Suja, Concepção, Amarelo Manga, além de curtas horríveis e ótimos [entre eles um que nunca esqueço que encenava um dos quadros de Vermeer, tão singelo e grandioso que me fez prestar atenção ao formato de duração menor]. Do primeiro estreante que citei não me lembro nadinha da história, do segundo carregamos a frase ‘o que que a gente faz com tudo isso que a gente é?’, que só me lembro porque todas as amigas – acompanhantes na sessão – sempre retornam a mesma. O Amarelo Manga me traz uma cena muito engraçada: uma mulher carregando um balde, aparentemente muito pesado, com o outro braço bem elevado, quase na horizontal, demonstrando que realmente o balde aparentava muito pesado. Qual o sentido dessa recordação, nem eu sei muito bem. Mas passado o ritual de iniciação ao mundo cult-pimba brasiliense, hoje já frequento o Festival, sempre que dá, com gosto, mas sem nunca acertar os vencedores. [Ainda sobre o Festival uma vez ouvi algo muito engraçado, uma pessoa dizendo que, ‘antigamente’, em Brasília, o ano acabava quando o Festival chegava ao fim, mais nada acontecia na cidade. Tenho minhas dúvidas se isso ainda não se aplica...].
Para dar fim a todo esse blá-blá-blá, ainda tenho que dizer que o último filme que me impressionou foi um iraniano – para posar definitivamente de pseudo-cult-pimba – que ví num curso sobre cinema que assiti somente uma aula. Porém, este post é para assumir que não tenho nenhuma habilidade, nem conhecimento amplo sobre cinema, mas que mesmo assim, tentarei fazer uma série de posts sobre uns detalhes de filmes já vistos, que assistirei de novo, com certeza. Não é possivel que uns seis anos de Festival não me ajudaram em nada, nem os filmes europeus do Cine Academia, ou festivais do CCBB. Além do mais tem minha irmã, que nunca desiste dessa tarefa árdua de me colocar em dia do mundo cult-indie-pop-pimba-trash [resumindo todos]!
até.
.
ue declarado que minha praia não é o cinema. Apesar de sempre gostar muito ‘das artes’ desde muito nova, as duas linguagens que nunca me aproximei foram o teatro e o cinema. O primeiro nem vou me dar o trabalho de falar sobre neste momento; o outro, se for parar para pensar na gênese deste na minha vida, acho que se deu com sessões incontáveis de Marry Poppins nas minhas tardes: resultado amor pela atriz protagonista [Julie Andrews], memorização de todas as músicas em inglês, além do ínicio de uma paixão por musicais. Paixão esta muito raza visto até hoje só tenho uma noção de musicais mais tradicionais como Noviça Rebelde ou Hello Dolly, nunca vistos na íntegra. Mas então logo veio outra febre, não minha, mas familiar, e, por coincidência, outro musical: Hair. Este deve ter sido exibido pelo menos umas vinte vezes no domingo na casa da vó, depois do macarrão com frango. Bem mais digno de ser orgulhar do que o primeiro, este, com sua trilha otima de morrer embalou e ainda embala minhas trilhas diárias e principalmente festas da família, com direito a encenações das coreografias e tudo mais. O mesmo aconteceu com Grease, com recepção familiar exatamente igual. Sendo assim não tinha mais como fugir dos musicais; no embalo recentemente seguiu Molin Rouge, Chicago e Mamma Mia, pelo que me lembro no momento. Mas filmes de outros gêneros - sempre fazendo referência aos domingos na vó - acho que o primeiro que me vem a cabeça como sendo o mais antigo que me recordo é A Lista de Shindler. Na verdade nunca poderia me dedicar a ser amante do cinema pois sofro de 'esquecimento remoto quase imediato': sou capaz de ver um filme e uma semana depois não me recordar sequer do enredo, fico na maioria das vezes com alguma lembrança vaga ou alguma cena marcante, mas quase nunca o conteúdo. Deve haver um ‘ativar’ na memória seletiva no quesito 'filmes'. Por exemplo d’A Lista de Shindler, a única coisa que me recordo é a cena da menininha de vestido vermelho andando no meio da rua. Se não for um filme que eu assista repetidamente, logo é apagado da memória. O bom é que fica ‘como se fosse a primeira vez’.Mas para que esse post não me desenhe como tão boba das películas, aconteceu, após uns anos,
o programa cult-pimba que todo jovem de Brasília deve começar a fazer: frequentar o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Neste ví a estréia de Dois Perdidos Numa Noite Suja, Concepção, Amarelo Manga, além de curtas horríveis e ótimos [entre eles um que nunca esqueço que encenava um dos quadros de Vermeer, tão singelo e grandioso que me fez prestar atenção ao formato de duração menor]. Do primeiro estreante que citei não me lembro nadinha da história, do segundo carregamos a frase ‘o que que a gente faz com tudo isso que a gente é?’, que só me lembro porque todas as amigas – acompanhantes na sessão – sempre retornam a mesma. O Amarelo Manga me traz uma cena muito engraçada: uma mulher carregando um balde, aparentemente muito pesado, com o outro braço bem elevado, quase na horizontal, demonstrando que realmente o balde aparentava muito pesado. Qual o sentido dessa recordação, nem eu sei muito bem. Mas passado o ritual de iniciação ao mundo cult-pimba brasiliense, hoje já frequento o Festival, sempre que dá, com gosto, mas sem nunca acertar os vencedores. [Ainda sobre o Festival uma vez ouvi algo muito engraçado, uma pessoa dizendo que, ‘antigamente’, em Brasília, o ano acabava quando o Festival chegava ao fim, mais nada acontecia na cidade. Tenho minhas dúvidas se isso ainda não se aplica...].Para dar fim a todo esse blá-blá-blá, ainda tenho que dizer que o último filme que me impressionou foi um iraniano – para posar definitivamente de pseudo-cult-pimba – que ví num curso sobre cinema que assiti somente uma aula. Porém, este post é para assumir que não tenho nenhuma habilidade, nem conhecimento amplo sobre cinema, mas que mesmo assim, tentarei fazer uma série de posts sobre uns detalhes de filmes já vistos, que assistirei de novo, com certeza. Não é possivel que uns seis anos de Festival não me ajudaram em nada, nem os filmes europeus do Cine Academia, ou festivais do CCBB. Além do mais tem minha irmã, que nunca desiste dessa tarefa árdua de me colocar em dia do mundo cult-indie-pop-pimba-trash [resumindo todos]!
até.
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hahahahahahaha.
ResponderExcluirÔ amor... desiste não que um dia vai.
;)
e só para te ajudar, a frase que você citou como sendo do Concepção na verdade é do filme "Incuráveis", diga-se de passagem foi o primeiro filme que assisti no Cine Brasília em um dia de domingo a quase 3 anos atrás...
e vou ficar por aqui esperando a promessa de mais posts sobre cinema...
Beijo!